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“Bah! Humbug!”. Essas duas palavras são imediatamente associadas ao anti-herói fictício e imortal de Charles Dickens, Ebenezer Scrooge. Scrooge foi o protótipo do Grinch que roubou o Natal, o paradigma de todos os homens céticos.

O Natal é uma data comemorativa, de fato o feriado mais feliz do mundo. É chamado de um “holiday” [literalmente, dia santo] porque o dia é sagrado. É um dia em que as empresas não abrem as portas, as famílias se reúnem, as igrejas estão cheias e os soldados baixam as suas armas para uma trégua de 24 horas. É um dia diferente de todos os outros dias. Ouvimos intermináveis queixas sobre o comercialismo. É dito constantemente para trazermos Cristo de volta ao Natal. Ouvimos dizer que a tradição de papai noel é um sacrilégio

É evidente que o Natal é uma época comercial. As lojas de departamentos ficam totalmente decoradas, as páginas publicitárias dos jornais crescem e marcamos o número de dias de compras que faltam até o Natal. Mas, por que todo o comércio? O alto grau de comércio no Natal é impulsionado por uma coisa: a compra de presentes para outros. Presentear nossos amigos e familiares não é um vício feio e desprezível. Isso encarna o amorfo “espírito do Natal”.

“Que tal trazer Cristo de volta ao Natal?”. Isso simplesmente não é necessário. Cristo nunca saiu do Natal. “Bate o Sino” nunca substituirá “Noite Feliz”. Nosso feriado que uma vez foi conhecido como Dia de Ação de Graças está rapidamente se tornando conhecido simplesmente como “Dia do Peru”. Porém o Natal ainda é chamado de Natal. Não é chamado de “Dia do Presente”. Cristo ainda está no Natal, e por um breve momento um mundo secular transmite a mensagem de Cristo em cada estação de rádio e canal de televisão na terra. A igreja nunca recebe tanto tempo disponível para expressar-se quanto durante a temporada de Natal.

“Papai noel não paganiza ou pelo menos banaliza o Natal? Ele é um mito, e sua própria mitologia lança uma sombra sobre a séria realidade histórica de Jesus”. De maneira nenhuma. Mitos não são necessariamente ruins ou prejudiciais.

Nós celebramos o Natal porque não podemos erradicar de nossa consciência a nossa profunda atenção à diferença entre o sagrado e o profano. O homem, no sentido genérico, tem uma propensão incurável para delimitar o espaço e o tempo sagrados. Quando Deus apareceu a Moisés na sarça ardente, o chão que antes era comum de repente tornou-se incomum. Agora era terra santa, um espaço sagrado. Quando Jacó despertou de sua visão noturna da presença de Deus, ungiu com azeite a rocha sobre a qual descansava a sua cabeça. Esse era um lugar santo.

Nunca houve um lugar mais santo do que a cidade de Belém, onde o Verbo se fez carne. Nunca houve um tempo mais santo do que a manhã de Natal, quando nasceu Emanuel. O Natal é uma data comemorativa. É a mais santa das datas santas. Devemos prestar atenção ao alerta de Jacob Marley: “Não seja um Scrooge” no Natal.

R. C. Sproul

Tradução: Camila Rebeca Teixeira
Revisão: William Teixeira
Original: Don’t Be a Scrooge This Christmas
Texto Estendido: Fonte

O cérebro é responsável por todas as ligações de sentido e reações de nosso corpo. Lidar com dinheiro, assim, irá gerar algum tipo de consequência no seu sistema neurológico, conforme você recebe ofertas e se vê diante da oportunidade de ganhá-lo.

Kabir Sehgal, autor de Coined: The Rich Life of Money and How Its History Has Shaped Us ("[Moeda] Cunhada: a vida valiosa do dinheiro e como sua história nos moldou", em tradução livre, sem publicação no Brasil) compilou três estudos sobre a influência do dinheiro no cérebro humano em artigo da Business Harvard Review. Eles mostram como estímulos em partes específicas do órgão irão determinar possíveis resultados de investimentos e negociações. Confira:

O dinheiro aumenta sua atividade cerebral
Um estudo realizado nos Estados Unidos retrata como a atividade cerebral aumenta conforme pessoas são submetidas a negociações em que recebem propostas de dinheiro. Um núcleo responsável por emoções e sensação de recompensa é estimulado quando recebem a oferta. "Nada teve tanto efeito sobre as pessoas quanto o dinheiro — nem corpos nus ou cadáveres", disse Brian Knutson, um dos responsáveis pelo estudo. A pesquisa revela, ainda, que a mesma reação pode ser encontrada em viciados em cocaína.

Estímulos determinam por quais ações irá optar
O mesmo núcleo também é responsável por decisões sobre ações no mercado financeiro. Investir ou não irá depender de estímulos nessa parte do cérebro. Um estudo que escaneou a atividade cerebral de investidores, realizado pela Stanford Graduate School of Business, visava identificar porque eles correm tantos riscos, e constatou que os mais propensos a optarem por compras mais arriscadas eram aqueles cujo órgão recebia mais estímulo nessa parte.

O insulto pode fazê-lo desistir de uma oferta
Pesquisadores realizaram um experimento com 19 pessoas, no qual eles tinham de negociar um contrato. Em duplas, um deles era responsável por fazer uma oferta que, se negada, faria com que ambos perdessem o dinheiro.

A grande questão é que, embora pareça natural que toda oferta fosse aceita, já que pouco é melhor que nada, metade das negociações não deram certo, por recusa de alguns dos participantes. A explicação é que, ao receber uma proposta considerada injusta, o cérebro age de forma a acionar a mesma região resposável por dores, fome e ansiedade.


A solidão não é apenas algo que pode fazer alguém se sentir mal psicologicamente. De acordo com pesquisas, a solidão aumenta o risco de mortalidade de uma pessoa em até 26% - um risco comparável ao da obesidade.

Então faz sentido que a ciência se preocupe em investigar o que, exatamente, faz com que uma pessoa sozinha permaneça solitária. Existe algo que provoca esse comportamento? Uma teoria popular é que pessoas solitárias possuem um trato social menor e, por ficarem sozinhas, isso se transforma em uma bola de neve: as poucas habilidades sociais vão diminuindo.

Mas novas pesquisas indicam que esse não é o caso: na demonstração de conhecimentos sobre habilidades sociais e convivência, solitários tiveram notas maiores do que pessoas com a vida social agitada. Então não é uma falta de compreensão que impede os solitários de conviver bem em grupo. É que, durante situações em que o conhecimento deles sobre hábitos sociais precisa ser demonstrado, eles não conseguem colocá-lo em prática. Pense assim: eles entendem como agir em um grupo mas, quando estão no meio desse grupo, ficam nervosos e não agem.

Um novo estudo mostra, justamente, essa paralisia em situações sociais. Na pesquisa, publicada no periódico Personality and Social Psychology Bulletin, professores da faculdade Franklin & Marshall fizeram quatro pesquisas para demonstrar essa tendência. No primeiro, 86 estudantes preencheram formulários para que os cientistas tivessem uma noção de sua vida social. Depois, os pesquisadores testaram as habilidades sociais deles mostrando a eles 24 faces em uma tela. Os voluntários deveriam listar quais eram as emoções mostradas em cada rosto: raiva, medo, felicidade ou tristeza. Normalmente os voluntários solitários tiravam as notas maiores. Mas aí entra a reviravolta: quando os cientistas explicavam que se tratava de um teste de habilidades sociais, os solitários tiravam as piores notas.

E o que é possível concluir disso? Estudos anteriores já haviam sugerido que os solitários são melhores em ler expressões faciais e decodificar tons de voz. Basicamente, eles prestam mais atenção nas outras pessoas por ansiar a conexão interpessoal. Mas eles ficam nervosos. Então, assim como um jogador habilidoso em frente a um pênalti decisivo, estar extremamente focado e sentir uma pressão interior enorme pode levar a um erro que eles saberiam evitar na teoria.

É POSSÍVEL VENCER OU REDUZIR ESSA PRESSÃO?

Nessa nova pesquisa, os cientistas acharam um atalho. Eles ofereceram aos estudantes solitários uma bebida energética e falaram que a ansiedade que eles estavam sentindo diante da experiência social era culpa da ingestão da cafeína. Em outras palavras, deram aos solitários algo em que colocar a culpa de sua ansiedade que não eles mesmos. E então as notas deles nos testes voltaram a subir, mesmo que eles soubessem que se tratava de um experimento social.

Caso você seja um solitário, pode ser extremamente difícil 'se enganar' e deixar de ficar nervoso ao tentar deixar uma boa pressão. Mas uma forma de tentar é a sugestão dessa pesquisa de Harvard: ao 'transformar' o nervosismo em empolgação, participantes foram capazes de realizar tranquilamente tarefas bizarras como cantar em público. Não é fácil ou automático, mas vale a tentativa.


Você já ouviu falar de pareidolia? É um fenômeno bastante curioso que nos permitem ver formas do cotidiano em objetos. Um dos exemplos mais claros é aquela formação rochosa em Marte que nos lembra um rosto. Outro, mais recente, que explicamos aqui, foi o rosto de Jesus que 'apareceu' no pescoço da Fernanda Souza durante o casamento da atriz. O que acontece é que o nosso cérebro, para compreender o mundo de forma mais rápida, é acostumado a fazer associações também rápidas com formas e coisas que costumamos ver em nosso cotidiano. O cérebro pega um 'atalho' e vemos rostos, aliens, etc.

E, agora, pesquisadores relacionaram esse fenômeno com o neuroticismo.

Um novo estudo, realizado no Laboratório de Ciências da Comunicação NTT, em Tóquio, cientistas mostraram a um grupo de voluntários uma folha de papel cheia de pontos espalhados de aleatoriamente. Os participantes deveriam contar para os cientistas se, naqueles pontos, viam alguma figura. Depois os cientistas cruzaram essas dados com os traços de personalidade dos participantes - e os mais neuróticos eram os que mais encontravam rostos nos pontos, invariavelmente.

Para os pesquisadores, isso faz bastante sentido: pessoas mais neuróticas, que costumam ser mais tensas e emocionalmente instáveis, são mais predispostas à pareidolia como um mecanismo evolutivo. Basicamente, elas estão sempre alertas a ameaças, o que significa que podem achar que há perigo onde não existe. E o perigo pode ter a forma de um rosto.


... que a comida e o corpo mais importante que a roupa –

Jesus apresenta pelo menos oito motivos aos discípulos para não viverem preocupados com o amanhã. O primeiro encontra-se no versículo 25: “Não se preocupem com sua própria vida, quanto ao que comer ou beber; nem com seu próprio corpo, quanto ao que vestir". Por quê? Porque "a vida [é] mais importante que a comida, e o corpo mais importante que a roupa". O que isso significa?

Por que temos a tendência de nos preocupar com comida e com roupa? Porque há três coisas que perderemos se não tivermos comida e roupa. Primeira: perderemos alguns prazeres. Afinal, a comida agrada ao paladar. Segunda: perderemos alguns elogios humanos e olhares de admiração se não usarmos roupas bonitas. Terceira: possivelmente perderemos a vida se não tivermos alimento para comer ou roupas que nos protejam do frio. Preocupamo-nos com comida e com roupa porque não queremos perder prazeres físicos, elogios humanos nem a vida.

Jesus reage assim a essas preocupações: "Se você for dominado pelas preocupações com essas coisas, deixará de ver as grandezas da vida". A vida não nos foi concedida para o prazer físico acima de tudo, mas para algo bem maior — agradar a Deus (Lucas 12.21). A vida não nos foi concedida para receber a aprovação dos homens acima de tudo, mas para algo bem maior — a aprovação de Deus (João 5.44). A vida não nos foi concedida para ser prolongada neste mundo acima de tudo, mas para algo bem maior — a vida eterna com Deus no futuro (3.16).

Não devemos nos preocupar com comida e com roupa porque elas não proporcionam as coisas grandiosas da vida, isto é, agradar a Deus, buscar sua graça e misericórdia, querer passar a eternidade em sua presença. Se vivermos preocupados com essas coisas, deixaremos de ver os grandes propósitos da vida centralizada em Deus.

- John Piper

Sabemos que não dá pra rotular o mundo e separar as pessoas em apenas duas categorias, somos mais complexos que isso. Ainda assim, pequenas escolhas e hábitos do dia-a-dia podem dizer muito sobre nós. Você corta seu sanduíche em triângulos ou na horizontal? É do tipo que precisa de mil alarmes para acordar ou levanta antes mesmo do despertador tocar?

De uma maneira bem cômica, sem distinção do que acha que é considerado certo ou errado, o diretor de arte português João Rocha ilustra essas pequenas diferenças e publica no Tumblr “2 Kinds of People” (“Dois Tipos de Pessoas”, em português). “Existem apenas dois tipos de pessoas nesse mundo, aquelas que acham que esse blog é hilário e aquelas que não tem nenhum senso de humor”, brinca Rocha na descrição do 2 Kinds of People.

Não são só suas ilustrações que exalam bom humor. João é tão engraçado e simples quanto seu trabalho, como você pode acompanhar em seu Twitter. Você também pode enviar sua sugestão de “dois tipos de pessoas” para que ele ilustre. Mas alerta: “O 2 Kinds of People diz respeito às pequenas diferenças que você encontra nas pessoas, independentemente de idade, sexo ou país. Não tem a ver com suas marcas favoritas, seu time ou sua visão política – é sobre os pequenos detalhes do cotidiano com os quais a maioria pode se identificar.“

Confira a série:

















Quando eu era adolescente eu sempre me questionava o porquê de arrumar a cama de manhã se a noite iria desarrumar. Você já pensou assim também? Não fazia sentido gastar essa energia para tão pouco, e com isso meu quarto ficava uma bagunça.

Com o tempo fui percebendo o valor nas pequenas disciplinas do dia a dia. Comecei a perceber que as pequenas coisas refletem nas grandes coisas. Que dominar minha preguiça e fazer o básico todo dia, demostrava disciplina, organização e foco.

Isso ocorre com pequenas coisas como arrumar o quarto, lavar uma louça, varrer o chão ou rodar um box.

Amadurecer é fazer pequenos trabalhos como se fossem grandes. Pois o princípio é o mesmo.


Um dos grandes estigmas na luta contra o alcoolismo, reforçado inclusive por diversas campanhas publicitárias ao longo dos anos, é a percepção errônea de que o alcoólatra é o culpado pelo próprio vício e que, portanto, pode se livrar dele sozinho, quando quiser. Reconhecendo que o alcoolismo nada mais é do que uma doença, a J.Walter Thompson acaba de lançar uma nova comunicação para os Alcoólicos Anônimos (AA) que busca romper com esse estigma. Com o conceito “A gente não vai te ajudar, a gente vai se ajudar.” a campanha ilustra o princípio básico do grupo: quando você ajuda outros a ficarem sóbrios, você também atinge a sobriedade.

A comunicação conta com 6 anúncios com ilustrações assinadas por Andres Sandoval, que serão veiculas em mídia impressa e pontos de ônibus. Em todas as peças, fica evidente o novo conceito da ajuda mútua. “O que queremos é que o alcóolatra perceba que ele não é apenas o paciente dessa história. Ele também é o doutor, capaz de ajudar muitos outros alcoólatras a se manterem sóbrios também. É uma campanha que empodera, em vez de vitimizar ou apontar dedos”, conta Mariana Borga, Diretora de Criação da J.Walter Thompson.

Outro destaque da campanha foi a criação de um book com essa nova abordagem, que serve de aliado para a metodologia de tratamento do AA. Ele será utilizado nas apresentações da entidade em empresas, hospitais e demais instituições de saúde, servindo de orientação para identificação e direcionamento do tratamento do problema. O livro inclui também os tradicionais 12 passos do AA na luta contra o alcoolismo.

Confira algumas ilustrações da campanha:






Não me importo se você comprar uma picape, ou se joga videogame e arrasa na guitarra. Eu realmente não me importo. O problema é quando essas coisas prevalecem, predominam e são preeminentes na sua vida. Alguns garotos podem vir argumentar comigo e dizer “nada disso é pecado”. Não, mas às vezes é idiota. É bobo. Totalmente bobo. Você é despedido porque perdia tempo no trabalho tentado subir de nível para se tornar líder do clã. Isso é bobeira. Totalmente bobo. Você trabalha apenas meio período para poder tocar mais guitarra. Isso é bobeira. Totalmente bobo. Você gasta todo seu dinheiro em um carro novo, brinquedos, eletrônicos, apostas ou bolão do campeonato de futebol. Bobeira. Alguns vão dizer “nada disso é pecado”. Comer a grama que você deveria aparar também não é. É só idiota. E também não vai te levar a lugar algum. Há um monte de coisas que garotos cristãos fazem que não é errado, é só idiota.

Vocês são a glória de Deus. O que significa ser um homem. João é um grande exemplo. Ele não gastou sua juventude fazendo download de pornografia, estourando a conta do cartão de crédito, passando sete anos na faculdade, tentando ser o rei das apostas de futebol ou basquete, determinado a beber cada vez mais latas de cerveja no happy hour e conquistar mais mulheres que todos os outros garotos para mostrar que é um homem de verdade. Isso não tem nada de homem. Só de garoto que se barbeia.

João nos mostra o que é um homem de verdade: ele era cheio do Espírito. Ele humildemente prepara o caminho para Jesus. Um evangelista que segue a carreira de levar outras pessoas a Jesus. Um homem que sempre dá mais do que recebe. Um produtor, não um consumidor.

Homens, vocês devem ser criadores e cultivadores. Se vocês querem ser imagem de Deus, seu Deus é criador e cultivador. Você cria um casamento e o cultiva com sua esposa. Você cria uma criança com ela, e a cultiva. Você cria o legado de uma nova família que durará gerações e o cultiva. Você cria uma carreira e a cultiva. Você cria um ministério e o cultiva. Você deseja ser um homem? Seja um criador e cultivador. Seja um produtor, não um consumidor. Seja um doador, não um recebedor. Traga vida, não morte.

Esse não é o caminho mais fácil. É o caminho que mais glorifica a Deus. Trilhe esse caminho, como João trilhou.

Mark Driscoll

A pessoa que mais fala no telefone celular no Brasil é aquela moça que diz “o número que você ligou está desligado ou fora de área…” Nossa, ela deve ser muito viciada em celular porque pra cada duas ligações que se faz no Brasil, uma é ela que atende. Se na maioria das vezes que a moça atende ao telefone é porque ele está fora de área, algumas vezes ela atende porque o aparelho não está ligado. Como ninguém desliga o celular nem quando está no cinema ou no teatro, a conclusão que se tira é de que quando o celular não está funcionando , a culpa é da maior inimiga do usuário de celular: a bateria.

Um dos maiores transtornos da vida moderna é a duração da carga da bateria do celular. Todo mundo reclama que a bateria de seus celulares dura pouco. E todos sofrem muito com a bateria descarregada.

Pais sofrem quando a bateria do celular dos filhos acaba de madrugada e eles não podem ficar mandando mensagens de quinze em quinze minutos perguntando: tá tudo bem? Adolescentes sofrem de síndrome de bateria descarregada, começam a tremer quando não sabem como fazer pra passar as próximas horas sem mandar mensagens fundamentais como: :) :) :))) ou (: !!! para seus amigos.

Como é que adultos vão fazer quando a bateria do celular acabar justamente na hora que eles iam tirar fotos do jantar pra colocar no Instagram? E pior: sem bateria eles vão ter que conversar durante o jantar! Que saco! Os casais acabam discutindo e o casamento fica por um fio. E a culpa é da bateria que acabou!

Mas alguns médicos e fisioterapeutas consideram o descarregamento da bateria fundamental para a saúde das pessoas, pois só nesse momento as pessoas levantam finalmente a cabeça, já que não adianta ficar olhando para o celular descarregado e isso é muito importante para a manutenção da postura e portanto para a integridade da coluna.

Alguns biólogos evolucionistas chegaram a cogitar a idéia de que em algumas gerações o ser humano já vai nascer com o pescoço curvo para que as pessoas possam com mais facilidade ficar tuitando ou facebookando ou googlemaiszando ou qualquer que seja a rede social que exista no futuro. Mas graças ao descarregamento das baterias essa evolução pode não acontecer.

Preocupados com os efeitos das baterias descarregadas no ser humano, antropólogos e sociólogos realizaram uma pesquisa sobre esse assunto. A mesma pergunta foi feita em dez países diferentes e o resultado foi idêntico em todos os lugares:

A pergunta era a seguinte:
O que você prefere? A paz mundial ou uma bateria de celular eterna?
Tudo bem a paz mundial ganhou, mas 100 por cento dos entrevistados pensaram antes de responder.


Um mero "like" efetuado no Facebook ajuda a dizer mais sobre alguém do pode parecer — ao menos para as máquinas. É o que mostra um estudo da Universidade de Cambridge realizado com 86 mil usuários da rede social. Nele, programas de computador conseguiram prever a personalidade dessas pessoas, por meio de suas preferências no Facebook, de forma mais precisa que seus colegas de trabalho.

No experimento, os cientistas utilizaram softwares de inteligência artificial para analisar "likes" de usuários no Facebook e identificar as suas personalidades baseado em cinco traços comumente utilizados em testes psicológicos: flexibilidade, consciência, extroversão, agradabilidade e neuroticismo.

Por exemplo, um "like" no filme "Kite Runner", ou em "estudar", indicava à máquina que a pessoa deveria ser organizada e consciente; enquanto a preferência na rede social pela banda Velvet Underground, ou o escritor Douglas Adams, sugeriria espontaneidade e menos consciência.

Quando mais "likes" o computador fosse alimentado, mais preciso se tornava as suas previsões de personalidade de alguém, afirmou ao site "The Independent" David Stillwell, um dos pesquisadores do experimento.

— Nós usamos uma tecnologia de aprendizado de máquina para ver com qual precisão nós consequiríamos prever a personalidade de alguém e comparamos essas análises feitas pelo computador com as previsões feitas por amigos, familiares e as próprias pessoas analisadas — afirmou Stillwell. — Percebemos que o computador pode prever personalidades com mais precisão que a esposa da pessoa, que um amigo próximo, um familiar, e muito melhor que um amigo de trabalho.

A máquina foi capaz de fazer análises melhor que amigos ao ser alimentada com cerca de 70 "likes". Com mais de 150, foi capaz de avaliar alguém melhor que um parente. Acima de 300 likes, a precisão se aproximou daquelas feitas por cônjugues.



Não precisa ser amor de namorado. Amor de amigo basta. Na verdade, você nem precisa estar diretamente envolvido. Basta assistir a uma troca de carinhos para seu estresse ir lá para baixo.

Foi o que aconteceu com as 42 pessoas convidadas por pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra. Eles tiveram os cérebros escaneados enquanto viam imagens de pessoas demonstrando sinais claros de afeto e amor. Em seguida, olharam para fotos de homens e mulheres com expressões raivosas – parte dos participantes só participou dessa segunda parte do experimento.

Entre os dois grupos, houve uma diferença importante: as amígdalas (região do cérebro responsável pelas emoções, como medo,e pelas reações ao estresse) de quem havia visto as imagens de carinho não reagiram aos rostos raivosos das fotos. Já os outros, mostraram sinais leves de alerta e estresse.

Segundo a pesquisa, ser lembrado sobre sentimentos de amor reduz a sensibilidade do cérebro frente a pequenas ameaças. E, por isso, pode permitir a ele funcionar ainda melhor em situações realmente estressantes.

Viu só como é fácil ficar menos estressado?


O terceiro perigo é que estar ocupado demais pode encobrir a podridão de nossa alma.

O compasso agitado da vida pode nos tornar física e espiritualmente doentes. Provavelmente isso não é surpresa para você. O que talvez não reconheçamos é que nossas agendas amalucadas muitas vezes são sinal de que um mal já se instalou.

Desde 2002 tenho me reunido a cada outono com alguns amigos do seminário. Nove dentre nós nos reuníamos semanalmente quando cursávamos o Gordon-Conwell, e quando nos formamos, fizemos um compromisso de nos encontrarmos uma vez ao ano. Comemos bastante, rimos muito e assistimos muito futebol. Também conversamos sobre nossas alegrias e lutas dos últimos doze meses. Com o passar dos anos temos observado temas conhecidos de cada um de nós. Talvez um esteja lutando com o descontentamento, outro com desânimo, outro com que direção tomar e outro com pressões relacionais no trabalho. Todos nós temos pecados que nos afligem e questões previsíveis. O meu pecado tem sido andar ocupado demais. Quando chega a hora de compartilhar, todo mundo já espera que vou falar o quanto tenho para fazer e que não sei o que eliminar da minha vida.

Embora possa soar nada saudável alguns homens crescidos continuarem lutando com os mesmos problemas ano após ano, o sinal saudável é que começamos a nos responsabilizar mais por essas dificuldades. Reconhecemos que se as mesmas questões atingem os mesmos homens todo ano, talvez a questão central esteja dentro de cada um de nós. O que diz a meu respeito o fato de que estou frequente e completamente dominado por esta questão? O que preciso aprender sobre mim mesmo? Quais as promessas bíblicas em que não estou crendo? Quais os mandamentos divinos que ignoro, quando deveria estar obedecendo? Que mandamentos autoimpostos eu estou obedecendo, quando deveria ignorá-los? O que está acontecendo dentro de minha alma para, durante todo ano, estar ocupado que nem louco ser a minha principal característica?

A presença de ocupação extrema em nossa vida pode estar apontando para problemas mais profundos — insidiosa tendência de agradar sobretudo às pessoas, ambição implacável, um sentimento de mal-estar, de falta de significado. “Ocupação em demasia serve como uma espécie de segurança existencial, um muro contra o vazio”, escreve Tim Kreider em seu artigo viral, “The ‘Busy’ Trap”, [A armadilha do ocupado] para o New York Times. “É óbvio que a sua vida não pode ser tola, trivial ou sem sentido se você estiver atarefado, de agenda completamente cheia, procurado para atender algo em todas as horas do dia”.O maior perigo com estar ocupado que nem louco é que podem existir perigos que você nunca teve tempo de considerar.

“Super ocupado” não significa que você seja um cristão fiel ou frutífero. Só quer dizer que você está ocupado, como todo mundo. E, como todo mundo, a sua alegria, o seu coração, a sua alma estão em perigo. Precisamos da Palavra de Deus para nos libertar. Precisamos de sabedoria bíblica para nos endireitar. O que realmente necessitamos é que o grande médico cure nossas almas exageradamente agendadas.

Se apenas pudéssemos tirar tempo para uma consulta!

Kevin DeYoung

O segundo perigo é que essa ocupação desenfreada pode roubar o coração.

O semeador jogou a semente com liberalidade. Algumas sementes caíram à beira do caminho e as aves devoraram tudo. Algumas caíram em chão rochoso e brotaram rapidamente, mas murcharam com o calor do primeiro sol ardente. Algumas sementes caíram entre os espinhos que sufocaram sua frágil vida. Nesta parábola de Jesus, há uma clara progressão (Marcos 4.1–20). Em alguns corações, a Palavra de Deus nada faz. Satanás a tira, logo que acabou de ser plantada. Em outros corações, de início a Palavra cresce, mas desvanece tão depressa quanto cresceu. As perseguições e provações colocam o possível cristão fora de ação. Mas na terceira categoria de falta de sucesso no plantio, a Palavra penetra mais fundo. A planta brota, chega quase ao ponto de produzir fruto. Parece que a terra é boa. Vida nova aparentemente está formando raízes. Tudo está a caminho para uma boa colheita. Até que surgem os espinhos.

João Calvino disse que o coração humano é “uma espessa floresta de espinhos”. Jesus dá nome específico a dois deles. O primeiro ele chama de “os cuidados deste mundo” (Marcos 4.19).

Para a maioria de nós, não é a heresia ou apostasia que fazem nossa fé sair dos eixos. São as preocupações da vida. Você tem de consertar o carro. O aquecedor de água pifa. A criançada precisa ir ao médico. Você ainda não conseguiu fazer sua declaração de imposto de renda. Sua conta no banco está sem saldo. Você se atrasou em escrever notas de agradecimento. Você prometeu à sua mãe que iria para a casa dela dar um jeito de consertar a torneira. Você está atrasado no planejamento para seu casamento. O concurso ou seu exame da OAB está chegando. Tem de mandar imediatamente mais currículos. O prazo da sua dissertação de mestrado está se esgotando. O tanque está vazio. O gramado precisa ser aparado. As cortinas da casa não estão colocadas. A lavadora de roupa está sacudindo e fazendo um barulho assustador. Esta é a vida para a maioria de nós, e está sufocando nossa vida espiritual.

Um segundo espinho está relacionado ao primeiro. Jesus diz que a obra da Palavra é engolida pelo desejo por outras coisas. As coisas em si não são o problema. O problema é tudo que fazemos para obter essas coisas, cuidar delas e conseguir cada vez mais. Não é de admirar que as pessoas mais estressadas do planeta vivam nos países mais ricos? Casas de veraneio, barcos, pacotes de férias, investimentos, imóveis, motocicletas incrementadas, carro novo, casa nova, computador de última geração, novos vídeo games, nova maquiagem, novos DVDs, novos downloads, novo — tudo isso leva tempo. Ouvimos sermões sem conta sobre os perigos do dinheiro, mas o perigo verdadeiro vem depois que você gastou seu dinheiro. Uma vez que você seja o proprietário, tem de fazer a manutenção, mantê-lo trabalhando e ficar atento para as últimas melhorias. Se as preocupações na vida não nos afundam, a manutenção consegue fazer isso!

Jesus sabe do que está falando. Por mais que oremos contra o diabo e oremos pela igreja perseguida, no pensamento de Jesus a maior ameaça ao evangelho é a mera exaustão. A situação de estar ocupado demais mata mais cristãos do que balas. Quantos sermões perdem seu poder por causa de excessivas preparações de almoços ou jantares e jogos de futebol profissionais? Quantos momentos de dor são desperdiçados porque nunca paramos tempo suficiente para aprender com eles? Quantas vezes o culto particular e familiar foi esmagado por projetos de escola ou jogos de futebol? Precisamos guardar, vigiar o coração. A semente da Palavra de Deus não cresce para frutificação sem ser podada por repouso, calma e quietude.

SEMPRE TOMAMOS TODAS AS VACINAS: Febre amarela, febre tifoide, polio, hepatites A, B, C, D, E, F... E Malária? NÃO HÁ VACINA CONTRA A MALÁRIA. Malária se pega. Corre-se esse risco, é como a dengue. Tem que andar o dia inteiro bezuntado de repelentes. Aí tem gente que nos diz: "Bom, agora que um de vocês está quase morrendo, tá na hora de parar com isso, né?" ou "melhor se prevenir melhor, imprudência, né" ou "Chega, vocês vão pro céu já".

Deixa eu falar uma coisa de uma vez por todos: Ainda que morrêssemos TODOS, não vamos parar! Até porque, nesse caso, serviríamos de semente para a próxima geração a cruzar fronteiras por Amor! Morrer no Campo? Vixe, seria um puta orgulho! rsrs... Sabe aquele sentimento que faz um terrorista jogar um avião sobre um prédio? Sim, é o "mesmo"! SE O MAL PODE RECRUTAR GENTE PARA FAZER LOUCURAS EM SEU NOME, PORQUE O AMOR E O BEM NÃO TERIAM ESSE PODER? 

Portanto, dispenso a aflição dos que tem pena de nós. Morrer? Adoecer? FAZ PARTE! Nada nos assusta: nem Boko Haram, nem Ebola, nem sarna, nem macro-inimigos, nem micró-bios. Não somos suicidas, nem mártires, nem heróis, nem anjos, tanto que todos os dias abrimos mãos de ousadias maiores. Somos tão gente que um mosquito pode nos levar ao coma! Somos prudentes, amamos nossas vidas e famílias. Mas malária? Ora, tem gente que já pegou mais de 20 vezes. Nós - os outros expedicionários - podemos tê-la incubado ainda. Podemos estar todos doentes sem o saber! E se for o caso, é lógico que vem mais desgraçado sofrimento, mas sem comparação alguma com a "glória do porvir"! 

Sem questão nenhuma com Deus! Ninguém aqui quer ir para o céu não. Foi de lá que viemos! Ninguém aqui quer chegar em Deus. Ele já se achegou a nós. A gente não vai pra ser amado, a gente vai porque se sabe AMADO! A gente é feito da mesma merda que todo mundo, mas difícil é aguentar de 5 em 5 minutos gente que acha que estamos de turismo missionário, e agora que ficou "sério", vamos parar a "brincadeira". Não ficou sério não. Sempre foi! O risco é inerente, faz parte!!! Eu nunca iria à Nigéria passar férias. Nunca iria para agradar ninguém! OBRIGADO AOS QUE CARREGAM PREOCUPAÇÕES DE CARINHO, MAS NÃO NOS TENTEM, POR FAVOR. As coisas de Deus não se explicam pelas lógicas humanas, e muito menos de uma humanidade desumanizada, egoísta, fresquinha, dependentes de ar condicionados pra se sentir bem e morrendo de medo de sentir dor!

GITO WENDEL? (Voluntário doente)
Ora, vocês ainda o verão no Campo de novo! "O perigo é não amar!"

Marcelo Quintela
Caminho Nações - Way to the Nations

Foi-se a Copa? Não faz mal.
Adeus chutes e sistemas.
A gente pode, afinal,
cuidar de nossos problemas.

Faltou inflação de pontos?
Perdura a inflação de fato.
Deixaremos de ser tontos
se chutarmos no alvo exato.

O povo, noutro torneio,
havendo tenacidade,
ganhará, rijo, e de cheio,
A Copa da Liberdade.

Carlos Drummond de Andrade
Poesia e Prosa - 1992

Matthieu Ricard é autor de diversos best sellers, tradutor, fotógrafo e monge budista, autor de "Happiness: A Guide to Developing Life's Most Important Skill," conhecido como "a pessoa mais feliz do mundo" pela mídia popular.

Nesse vídeo ele aborda a gravidade de que doenças mentais - muitas consideradas normais e cotidianas como a ansiedade e angústia - pode nos trazer problemas trágicos e como isso afeta na sociedade. Ele também menciona a nossa necessidade tanto particular como social de compartilhar, um paradoxo em que quanto mais egoísta, mais perda, e, quanto mais altruísta, mais ganho.




Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar

Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.

E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito

E esquecer de tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito...

Vinicius de Moraes

Vamos ser brutalmente honestos: muitos dos ensinamentos de Jesus estão completamente dessincronizados das convenções que dominam nossa cultura.

Estou falando, é claro, sobre o Jesus que encontramos na Escritura, não o personagem de livro de colorir, sempre-gentil, nunca-severo, supertolerante, que existe somente na imaginação popular. O Jesus verdadeiro não era um clérigo domesticado, com colarinho engomado e modos gentis; ele era um Profeta corajoso e incorruptível, que desafiava regularmente os padrões do politicamente correto.

Considere o relato do ministério público de Jesus apresentado no Novo Testamento. A primeira palavra de seu primeiro sermão foi “Arrependam-se!” – um tema que não era mais bem-vindo e menos incômodo que é hoje. O primeiro ato de seu ministério público deu início a uma pequena desordem. Ele fez um chicote de cordas e perseguiu os cambistas e mercadores de animais pelos pátios do Templo. Isto iniciou um conflito de três anos com os líderes religiosos mais distintos da sociedade. No final, eles o entregaram às autoridades romanas para crucificação, enquanto multidões de leigos aplaudiam.

Jesus foi clara, deliberada e dogmaticamente contracultural em quase todos os sentidos. Não surpreende que a aristocracia religiosa e acadêmica fosse tão hostil a ele.

Jesus receberia boas-vindas mais amigáveis dos líderes religiosos mundiais, da elite midiática, ou a nobreza política hoje? Alguém que tenha considerado seriamente o Novo Testamento sabe bem que não. Nossa cultura se dedica ao pluralismo e tolerância; desdenha de toda afirmação de verdade absoluta ou exclusiva; convencida de que o amor a si mesmo é o maior amor de todos; satisfeita com o fato de que muitas pessoas são fundamentalmente boas; e desejando desesperadamente acreditar que cada um de nós é abençoado com uma chama da divindade.

Contra uma cultura assim, a mensagem de Jesus toca todas as notas dissonantes. Sempre-gentil, nunca-severo, super tolerante. Observe o registro bíblico. As palavras de Jesus estão cheias de exigências difíceis e avisos severos. Ele disse: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.
Porque, qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida, a salvará. Porque, que aproveita ao homem granjear o mundo todo, perdendo-se ou prejudicando-se a si mesmo?” (Lucas 9.23-25). “Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lucas 14.26).

Certa vez, uma inconcebível atrocidade romana tomou a vida de muitos peregrinos galileus que foram a Jerusalém para adorar. Pilatos, um governador romano, ordenou a seus homens que matassem alguns adoradores e então misturassem o sangue deles com os sacrifícios que eles estavam oferecendo. Enquanto a cidade ainda cambaleava graças a esse ofensivo desastre, uma torre caiu em um distrito próximo a Siloé, e instantaneamente tomou mais dezoito vidas.

Questionado sobre essas tragédias consecutivas, Jesus disse: “Cuidais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas? Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis. E aqueles dezoito, sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, cuidais que foram mais culpados do que todos quantos homens habitam em Jerusalém? Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis “ (Lucas 13.2-5).

Ignorando as regras normais de bom gosto, tato e diplomacia, Jesus, com efeito, declarou que todos os seus ouvintes eram pecadores em necessidade de redenção. Então, como agora, era virtualmente garantido que essa mensagem ofenderia muitos – talvez muitíssimos – da audiência de Jesus.

Aqueles sem senso de culpa pessoal – incluindo a grande maioria dos líderes religiosos – foram, é claro, imediatamente ofendidos. Eles estavam convencidos de que eles eram bons o bastante para merecer o favor de Deus. Quem era esse homem para chamá-los ao arrependimento? Eles deram as costas em furiosa incredulidade.

Os únicos que não se ofenderam foram aqueles que já sentiam sua culpa e estavam esmagados sob o peso de seus fardos. Sem se afetar pela indignação ou autojustificação, eles poderiam ouvir a esperança implícita nas palavras de Jesus. Para eles, a recorrente frase “se não vos arrependerdes” apontava o caminho da redenção.

Em outro lugar, Jesus fez a promessa de vida e perdão explícita: “Quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (João 5.24). “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão” (João 10.27,28).

Isto, claro, é a gloriosa mensagem do Evangelho, tão potente e tão relevante hoje quanto era então.Mas a promessa é para aqueles que estão cansados pelo pecado; aqueles que têm fome e sede de justiça (Mateus 5.6); aqueles que vêm a Cristo com corações arrependidos – não aqueles que estão convencidos de que são fundamentalmente bons.

Pessoas orgulhosas, incluindo um monte de religiosos que se chamam de cristãos, não creem na mensagem de Cristo, no fim das contas. Ele disse: “E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento” (Marcos 2.17).

Então, o que Jesus diria a uma sociedade pluralista, tolerante e autoindulgente como a nossa? Estou convencido de que sua abordagem hoje seria a mesma estratégia que vemos no Novo Testamento. Para pecadores complacentes, arrogantes e satisfeitos consigo mesmos (incluindo muitos nos rol de membros de igrejas) suas palavras soariam duras, chocantes e provocadoras. Mas para os “pobres em espírito” (Mateus 5.3) – aqueles que estão exaustos e gastos pela destruição do pecado; desesperados por perdão e sem qualquer esperança de expiar o próprio pecado – o chamado de Jesus a uma fé arrependida permanece como a verdadeira entrada para a vida eterna.

Essa é uma mensagem particularmente dura em culturas como a nossa, que exaltam o amor a si próprio, a autoestima ou a justiça própria; mas Jesus foi absolutamente claro, e essas palavras ainda falam conosco: “Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado” (Lucas 18.14).

John MacArthur


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Tenho uma frase em um dos meus textos que sugere ”antes de encontrar a pessoa certa, encontre-se, para não sobrecarregá-la com a responsabilidade de te fazer feliz”. Nenhum homem, ou mulher, ou quem quer que seja, aguenta essa sobrecarga. É natural. Nem pai, nem mãe, ninguém.

Ser feliz é responsabilidade de cada um, mas nunca entenderemos isso, nunca seremos felizes, nunca encontraremos o que estamos procurando, parece que tudo continuará eternamente vazio enquanto projetarmos em alguém, em algo ou em qualquer coisa que estiver fora da gente.

Continuaremos cativos das emoções, hora radiantes, felizes, apaixonados, hora deprimidos, desesperançosos, autovitimizados, como se não houvesse lugar para gente nesse mundo.

Nosso lugar nesse mundo é o único onde cabe o mundo inteiro: nossa interioridade.

Portanto, aquiete-se. Esqueça as possibilidades, independente de quais sejam, de encontrar a felicidade fora de você. Isso não existe.

A boa notícia é: em você, há felicidade, há paz, há Deus, então, descanse, não de ouvidos para o choro, as lamentações e ruídos produzidos por sua mente. Ela apenas tenta fortalecer seu ego, ainda que de forma negativa, para que você se enfraqueça, se desvie de si mesmo.

Não faça mais nada. Não tente. Não corra atrás. Não projete. Não faça planos. Não se desespere. Apenas pacifique-se e, silenciosa, simplesmente ouvirá. Pacificada, simplesmente verá. Está tudo ai em você, não fuja e, lembre-se: antes de encontrar a pessoa certa, encontre-se, para não sobrecarregá-la com a responsabilidade de te fazer feliz. Eu sei que vai conseguir. Vai sim.

 Flavio Siqueira