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“Bah! Humbug!”. Essas duas palavras são imediatamente associadas ao anti-herói fictício e imortal de Charles Dickens, Ebenezer Scrooge. Scrooge foi o protótipo do Grinch que roubou o Natal, o paradigma de todos os homens céticos.

O Natal é uma data comemorativa, de fato o feriado mais feliz do mundo. É chamado de um “holiday” [literalmente, dia santo] porque o dia é sagrado. É um dia em que as empresas não abrem as portas, as famílias se reúnem, as igrejas estão cheias e os soldados baixam as suas armas para uma trégua de 24 horas. É um dia diferente de todos os outros dias. Ouvimos intermináveis queixas sobre o comercialismo. É dito constantemente para trazermos Cristo de volta ao Natal. Ouvimos dizer que a tradição de papai noel é um sacrilégio

É evidente que o Natal é uma época comercial. As lojas de departamentos ficam totalmente decoradas, as páginas publicitárias dos jornais crescem e marcamos o número de dias de compras que faltam até o Natal. Mas, por que todo o comércio? O alto grau de comércio no Natal é impulsionado por uma coisa: a compra de presentes para outros. Presentear nossos amigos e familiares não é um vício feio e desprezível. Isso encarna o amorfo “espírito do Natal”.

“Que tal trazer Cristo de volta ao Natal?”. Isso simplesmente não é necessário. Cristo nunca saiu do Natal. “Bate o Sino” nunca substituirá “Noite Feliz”. Nosso feriado que uma vez foi conhecido como Dia de Ação de Graças está rapidamente se tornando conhecido simplesmente como “Dia do Peru”. Porém o Natal ainda é chamado de Natal. Não é chamado de “Dia do Presente”. Cristo ainda está no Natal, e por um breve momento um mundo secular transmite a mensagem de Cristo em cada estação de rádio e canal de televisão na terra. A igreja nunca recebe tanto tempo disponível para expressar-se quanto durante a temporada de Natal.

“Papai noel não paganiza ou pelo menos banaliza o Natal? Ele é um mito, e sua própria mitologia lança uma sombra sobre a séria realidade histórica de Jesus”. De maneira nenhuma. Mitos não são necessariamente ruins ou prejudiciais.

Nós celebramos o Natal porque não podemos erradicar de nossa consciência a nossa profunda atenção à diferença entre o sagrado e o profano. O homem, no sentido genérico, tem uma propensão incurável para delimitar o espaço e o tempo sagrados. Quando Deus apareceu a Moisés na sarça ardente, o chão que antes era comum de repente tornou-se incomum. Agora era terra santa, um espaço sagrado. Quando Jacó despertou de sua visão noturna da presença de Deus, ungiu com azeite a rocha sobre a qual descansava a sua cabeça. Esse era um lugar santo.

Nunca houve um lugar mais santo do que a cidade de Belém, onde o Verbo se fez carne. Nunca houve um tempo mais santo do que a manhã de Natal, quando nasceu Emanuel. O Natal é uma data comemorativa. É a mais santa das datas santas. Devemos prestar atenção ao alerta de Jacob Marley: “Não seja um Scrooge” no Natal.

R. C. Sproul

Tradução: Camila Rebeca Teixeira
Revisão: William Teixeira
Original: Don’t Be a Scrooge This Christmas
Texto Estendido: Fonte

Todos na infância já ouviu de alguém - geralmente da mãe - que "você não é todo mundo". Isso veio em resposta a algo que você desejou ter pois todo mundo tinha. Outra resposta bastante comum é a mãe dizer que você já tem muito brinquedo e não precisa de mais. Eu sei que você se identificou ai.

Esse sentimento de insatisfação não é fruto não de falta de 'algo', mas 'daquilo'. Não é falta de um carro, mas por não ter AQUELE carro. Não estou dizendo que nós não devemos procurar o melhor pra gente. A minha chamada é valorizarmos o que já temos porque pode ser o suficiente para nos manter equilibrados quando falamos de dinheiro, vida relacional, etc.

Temos então pelo menos três motivos que nos levam a ter esse sentimento de insuficiência:

Comparação

Você já deve ter ouvido aquele ditado "a grama do vizinho sempre é mais verde que a nossa". Como na trama descrita logo no começo desse texto, abordei uma situação que toda criança passa de desejar o brinquedo da moda. A mãe não entende que o que você não precisa de um brinquedo, você precisa DAQUELE brinquedo pois todo mundo tem, só você não. Isso acontecia também com materiais escolares na minha infância. Eu tinha lápis de cor, mas nunca foi da Faber Castell. 

Levando ao campo relacional é comum alguém pensar "porque eu ainda estou com essa mulher?" quando vê que a mulher do outro é "tudo" o que a sua não é. Isso vale equivalemte ao gênero. Porém, as pessoas mudam apenas de nome e endereço. São as mesmas, mas com gostos e prioridades diferentes. Não é preciso outro par, é preciso outro olhar e uma procura de como aquilo pode ser melhorado (se é que precisa).

Expectativa

O segundo motivo é esperar algo, geralmente pensamos bastante alto, enquanto a realidade nos frustra. O problema muitas vezes não é o resultado, mas o que você esperou que seria. Falei um pouco disse no artigo Não Assista o Filme da Liga, quando argumentei a respeito do que as pessoas esperavam do filme. Quem não esperando nada, amou o filme.

Lei da Ação e Reação

Por ultimo temos a famosa Terceira Lei de Newton que diz: “A toda ação sempre há uma reação [...]". Aqui ele falara em relação a física, mas podemos sim usar pra justificar algumas de nossas ações. Se não estamos semeando aquilo que pretendemos é certo que não colheremos. Lógico!

"Em tempos de crise, alguns choram, outros vendem lenços". UAU! Momentos de dificuldade todos vamos passar, e, o que ecoa em nossos ouvidos é: O que estamos fazendo em relação a isso? Devemos buscar em nossas práticas habituais, até mesmo as mas sutis, e observar se isso está nos levando ao objetivo final esperado.

Ser grato na vida não está relacionado somente no que temos ou alcançamos mas muito mais na forma que há encaramos. É preciso nos policiar enquanto a esses três motivos para não vagarmos no mal da insatisfação. O que estamos fazendo em relação a isso?

Temos uma pratica quase que involuntária de analisar as pessoas a partir de reações. Pequenos detalhes habituais pode demonstrar o que ela sentiu naquele momento ou quem decifrar sua personalidade. Não é dificil ver uma mulher que logo ao uma pessoa dizer: "Essa ai não me engana, conheço esse tipo de gente", não é mesmo?

A forma que tratamos o trabalho, as pessoas, as situações cotidianas pode refletir quem somos, isso é verdade, só que apenas em parte. A verdade é que em grande parte das vezes julgamos as pessoas a partir do que somos! É! A maneira que vivemos vai nos definir um padrão de existência e assim filtrar as pessoas a partir dele. Um erro, repito mais uma vez, quase que involuntário, inconsciente.

Ora, o que fazemos vai depender de uma série de outros fatores que me faz gerar uma pratica. Depende o dia, eu posso ter uma ação totalmente diferente naquela mesma situação. Nos movemos de acordo com o que sentimos, pensamos, impulsionamos, somos pressionados interna ou externamente, ou como somos habituados, treinados e ensinados.

Já parou pra pensar quantos erros cometeu só por estar com raiva ou carente? São sentimentos que neutralizam a logica de lidar com as coisas.

Em suma, não dá pra julgar alguém só a partir do que ela faz. Se você é alguém que quando ama faz 'assim', não pode dizer que o outro não sente o mesmo só porque faz 'assado'. Vocês não são iguais. É aonde muitas vezes não entendemos as pessoas quando falam algo mas fazem outra. Ela não fez outra coisa, só fez diferente de como imaginávamos. Esperamos que as pessoas hajam como nos.

São as particularidades que mostram nosso poder de escolha, a capacidade de sermos humanos pensantes, ativos, livres. O nosso papel é saber lidar com todas diferenças. Ame, se ajunte. Conecte!

Ontem (16/12/2015) foi anunciado já a noite que o Whatsapp - aplicativo de bate-papo mais utilizado no mundo - estaria bloqueado em 48 horas a partir da meia noite de quinta. O motivo do bloqueio foi em razão a uma determinação judicial já decidida dia 23 de julho, e outra vez notificada dia 7 de agosto. Não se sabe ao certo em que estão sendo notificados, pois ainda segue em segredo de justiça. Por não ter atendido a nenhum deste, o aplicativo iria ser interrompido por 48 horas. Acabou que voltou em 12 horas.

Desde o notícia as redes sociais só falam sobre isso. No twitter já é o assunto mais falado com a hashtag #Nessas48HorasEuVou. Todos ficaram sem um rumo como se estivessem em uma ilha deserta sem nada e nem o que fazer, desconectado cosmo virtual que nos adaptamos a viver. Zueras a parte, talvez qualquer coisa irá valer a pena já que resumimos a nossas vidas as redes, e perdemos muitos das antigas práticas sadias. O que fazer sem o Whatsapp?

1. LEIA UM LIVRO

Seja uma história, uma cronica, auto-ajuda, liderança, espiritual ou até mesmo um gibi. Ler coloca seu cérebro pra trabalhar, sua imaginação despertar aguçando assim a criatividade, melhora sua leitura e interpretação e ainda lhe ajuda a escrever e a falar melhor.

2. ARRUME SEU QUARTO

Essa prática não se limita apenas ao benefício da higiene. Arrumar o quarto também ajuda a melhorar sua auto-estima. Ver tudo organizado por você mesmo dá a percepção que você está se organizando na vida, se levantou para uma nova atitude. Onde estava sujo, bagunçado e feio agora está limpo, arrumado e bonito. Faça isso também no seu computador. 

3. TENHA UM MOMENTO PROVEITOSO COM SUA FAMÍLIA

É possível estar em um lugar, mas não estar lá. Tem uma pessoal sentado na sua mesa. Deve ser sua família. É muito comum famílias entrarem na rotina do convívio e se comunicarem apenas com o básico. "Acorde", "Almoço tá pronto", "Arrume isso". Não há uma conversa prolongada sobre coisas da vida (a não ser que seja para sermão). Existem casais que estão na sala se comunicando pela internet. Enquanto não dedicarmos tempo para conversar, nunca cresceremos em confiança, transparência e cumplicidade. Isso é base para uma família.

4. VISITE UM AMIGO

Pessoas precisam de pessoas. Cerca de 80% dos problemas psicológicos teve influencias de pessoas. Apenas 20% tem haver com doenças genéticas. Através da facilidade de se comunicar, perdemos o contato físico, próximo, prolongado, consistente. Precisamos de olhar, carne e alma. Procurem também um entretenimento.

5. DURMA

Sabia que o único momento que nosso corpo descansa é na hora de dormir? Ele entra em estado de embernarão, o ritmo diminui. Temos a necessidade fisiológica de dormir pelo menos 8 horas de sono. Menos que isso haverá uma série de problemas como déficit de atenção, cansaço e perda de memória. Se acordamos 6:30hs da manhã, é necessário então dormir 22:30hs. Quem dorme essa hora?

6. TIRE UM MOMENTO PRA SI.

Passamos pelo menos 1/3 das nossas vidas trabalhando, mais 1/3 com algum compromisso ou distração e o outro 1/3 dormindo. Qual está sendo o tempo pra nós mesmos? Um tempo pra refletir, pra pensar, planejar. O que estou fazendo? O que eu fiz foi certo? O que posso melhorar? Estou feliz? Essas são perguntas fáceis com respostas difíceis. Qual o tempo que tempos dedicado pra respondê-las?

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O ditado "nada se cria, tudo se copia" está ainda mais literal. Pode-se criar até um novo ditado "Nada de avalia, tudo se compartilha". Isso é porque gastamos tempo com coisas fúteis, que não temos paciência. Já é tempo de tratar pessoas não como números, mas como gente.

Os homens brigam por opiniões. É interessante a forma como lidamos com os pensamentos adversos aos nossos. Quase nunca há mesmo um interesse em compreender, estudar e entender o outro. Somos unilaterais a nossas crenças, e ao invés de haver também uma prática de questionamento de si mesmo, tentamos convencer insistentemente o outro da nossa filosofia.

Existe situações de uma discussão de um acontecimento imediato. Quem está certo na história? Quando é que podemos estar certamente errados. 

Uma tarde no busão, lá estava eu ouvindo uma boa música e acreditem... sentado. Chegou um vendedor ambulante, usando sua animação e seu alto tom de voz pra persuadir os passageiros a comprar seus "melzin". Normal. Todos estamos acostumados com isso. O problema é que do lado havia um senhor já idoso que estava distraído, quase cochilando, e ae se assustou com esse homem que chegou gritando. "Quem você acha que é pra chegar gritando aqui? Você não está na sua casa não. Não somos obrigados a ouvir gritaria não. Aqui não é lugar de vender!". Disse o senhor muito nervoso.

O vendedor sem muito dar moral, continuou falando junto com o velho reclamão, e no final da apresentação do seu produto deixou uma mensagem de Deus, e aproveitou pra cutucar o velhinho. "Pessoal, hoje sofremos muito preconceito né, de várias as formas. Muitas vezes ouvimos também palavras de gente ignorante, e isso nos faz mal, né? Mas temos que continuar trabalhando honestamente. Quem está gritando aqui não é um ladrão, mas um trabalhador". Pra infernizar mais ainda o senhor, todos passageiros bateram palmas, e ele se constrangeu. Não falou mais.

Eu só ri de toda situação, mas logo pensei que nessa história ninguém tava certo. Nem errado. Falar alto foi a forma que o vendedor encontrou pra atrair seus clientes. Porém, no fim de um dia exaustivo todo mundo quer paz, tranquilidade. E ainda mais um senhor de idade, de repente topar com uma gritaria no "pé do ouvido". O correto era tanto o vendedor quanto o senhor pedir desculpa para o outro. Um por sua ignorância, o outro por sua arrogância. 

O fato é que não sabemos lidar com opiniões. Nunca temos a prática de olhar o lado do outro também, de analisar todo o ambiente a volta e conseguir enxergar a razão, a verdade, a solução e equilíbrio. Reconhecer que estamos errados é quebrar de vez o orgulho e a independência, mas é o método pra valorizar a relação. Quantos de nós perdemos amigos, mas não perdemos a discussão. Poxa! Olha o que estamos valorizando!? Mas quem é que dará o braço a torcer? Será quem valorizar mais o amor.



Não podemos seguir o exemplo de Cristo em sua espiritualidade e esquecer da sua humanidade. Também não podemos buscar sua humanidade sem sua espiritualidade. Às duas praticas não devem estar opostas. Na verdade elas se completam. No mandamento de Jesus vemos isso acontecer: Amar a Deus sobre todas as coisas (espiritualidade); amar o próximo como a si mesmo (humanidade). Se as separarmos, estaremos longe do propósito de Deus e não avançaremos em sua Plenitude.

Por exemplo: Como podemos levantar a mão para adorar ao Eterno e não abaixá-la para servir ao próximo; não podemos pedir perdão a Deus por nossas falhas sem perdoar às falhas que fazem conosco; como podemos orar individualmente sendo que ela deve começar com "Pai Nosso".

A partir de Cristo, uma nova raça de homens começou. Pessoas que não buscam o favor de Deus apenas para si, mas que são verdadeiras mãos de Deus no mundo. Fomos também justificados por Deus para algo além da remissão de pecados, mas para trazer justiça diante dos homens. Assim, não devemos orar apenas para Deus resolver o problema da humanidade, mas se levantar como pacificadores encarregados para trazer Reino de Deus atrás do Amor. Alguém acertadamente comenta que não existe outra maneira servir a Deus e amá-lo que não seja através do serviço ao próximo.

Portanto, não separe as práticas. Se isso acontecer, ou seremos apenas agentes sociais que trazem um alivio ao sofrimento mas não a resposta para seu problema principal, ou seremos apenas uma facção religiosa servindo cegamente a Deus de forma pagã e sem sentido.


"Ainda não fazem pessoas que enxuguem suas próprias mágoas"
Assim termina uma canção de Cícero. O contexto e pretexto do texto é demonstrar a vida de um homem sozinho onde "Ninguém soube / Que ele foi morar longe / Não, ninguém soube". Reflete o olhar sereno dos que estavam ao redor e que não foi sensível o suficiente pra conectar a ele. E ao final, a melodia trouxe a compreensão de outra canção, essa agora de Erasmo que diz: "Melhor mal acompanhado do que só", pois quem consegue viver só e triste. Claro que ninguém quer uma má companhia. Mas aqui o pior é viver sozinho.
"Diz a lenda que trocou suas certezas por alguns sonhos mágicos"
A consequência de se viver só é procurar refúgio em qualquer outra coisa, mesmo que seja ilusório, momentâneo. As fulgas serão infinitas. Pessoas, dinheiro, trabalho, qualquer que seja a anestesia, um meio de passar o tempo ou de diminuir a dor.

O irônico é que o que nos fere é também a cura. Como assim? Já percebeu que a maioria de nossas mágoas, tristezas e decepções é relacionado a pessoas? As tentativas de afastar, ignorar, desprezar são meios frustrados de se curar. Isso porque o esforço para tal faz com que ele de alguma forma ainda continuar conectado, e agora de ainda pior pois essa ligação está contaminada, doente. O mais doloros, porém, único caminho é do Perdão.

O problema não é as pessoas, mas o que elas fazem. Perdoar é esquecer entendendo que mesmo o quão direto e explícito foi, as pessoas não sabem o que fazem. Perdoar é sarar a ferida. Se deixar a ferida pra lá ela só inflamará. Portanto, perdoar é um ato altruísta que paradoxalmente, você trás bem pra si mesmo. A consequência será o desprendimento, a conexão sadia. Liberdade!

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Não precisa ser amor de namorado. Amor de amigo basta. Na verdade, você nem precisa estar diretamente envolvido. Basta assistir a uma troca de carinhos para seu estresse ir lá para baixo.

Foi o que aconteceu com as 42 pessoas convidadas por pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra. Eles tiveram os cérebros escaneados enquanto viam imagens de pessoas demonstrando sinais claros de afeto e amor. Em seguida, olharam para fotos de homens e mulheres com expressões raivosas – parte dos participantes só participou dessa segunda parte do experimento.

Entre os dois grupos, houve uma diferença importante: as amígdalas (região do cérebro responsável pelas emoções, como medo,e pelas reações ao estresse) de quem havia visto as imagens de carinho não reagiram aos rostos raivosos das fotos. Já os outros, mostraram sinais leves de alerta e estresse.

Segundo a pesquisa, ser lembrado sobre sentimentos de amor reduz a sensibilidade do cérebro frente a pequenas ameaças. E, por isso, pode permitir a ele funcionar ainda melhor em situações realmente estressantes.

Viu só como é fácil ficar menos estressado?


Amor é uma coisa, apego é outra. No primeiro caso, a base é a liberdade. No segundo, o sufocamento, o auto engano.

Quem ama enxerga. Discerne a hora de ir, voltar, dizer, calar. Amar implica em ser sábio, paciente para maturação dos processos. É preciso ter calma para entender o tempo de cada coisa. É preciso ter calma e enxergar-se.

Há situações difíceis envolvendo pessoas que se amam. Pais que sobrecarregam os filhos, cônjuges que não se respeitam mais, amigos que não se perdoaram, gente vinculada por alguma magoa, pesada como uma corrente presa aos pés, tropeçando, caindo, tentando levantar.

Desapego é livrar-se da corrente, jamais das pessoas.

Pode ser preciso afastar-se por um tempo para se recuperar, ter seu próprio espaço, mudar de ambiente. Talvez seja o contrário, hora de aproximar-se, diminuindo a distância que gerou o mal entendido, quem sabe uma conversa franca e aberta seja suficiente? Não há fórmulas prontas. Apenas livre-se das correntes e saberá o que fazer. Isso é desapego.

Você pode pensar que “se apegou” a alguém. Isso é impossível. O apego está ligado à sua insegurança, aos seus medos, vazios, que se projetam em alguém.

Você não está preso à pessoa, mas em si mesmo. Podem ser pais, amigos, marido, esposa, filhos, até o cachorro. Conheço uma mulher com quase 40 anos que trata seu bicho de pelúcia como filho. O apego não está no bicho, mas nos vazios dela. O bicho só recebe essa carga. Ela não precisa se livrar do bichinho, mas encarar seus vazios.

Desapego é abrir mão do excesso. É a coragem de enxergar-se nos maus entendidos, assumir sua responsabilidade nos desgastes, repensar até que ponto tem contribuído para que as coisas estejam fora de controle. É livrar-se da corrente e prosseguir com leveza, em amor.

Amor gera auto crítica porque amor é consciência. É a gênese das desconstruções, do livrar-se da sobrecarga, do silêncio necessário para entender as causas, enxergar aonde tem errado, ter coragem para abrir mão do que precisa ficar para trás.

Jamais abandone as pessoas, ainda que em alguns casos a distância seja necessária. Jamais se omita diante da necessidade de alguém, mesmo que existam situações aonde o silêncio é mais eloquente. Nunca mate outro ser humano dentro de você, mesmo que seja importante afastar-se.

Desapego é enxergar-se no que te aflige, seja o que for, abrir mão do sentimento de vítima, entender aonde alimenta os processos e assumir que não precisa ser assim. É pacificar-se e prosseguir, amando as pessoas em liberdade, deixando as correntes pelo caminho.


SEMPRE TOMAMOS TODAS AS VACINAS: Febre amarela, febre tifoide, polio, hepatites A, B, C, D, E, F... E Malária? NÃO HÁ VACINA CONTRA A MALÁRIA. Malária se pega. Corre-se esse risco, é como a dengue. Tem que andar o dia inteiro bezuntado de repelentes. Aí tem gente que nos diz: "Bom, agora que um de vocês está quase morrendo, tá na hora de parar com isso, né?" ou "melhor se prevenir melhor, imprudência, né" ou "Chega, vocês vão pro céu já".

Deixa eu falar uma coisa de uma vez por todos: Ainda que morrêssemos TODOS, não vamos parar! Até porque, nesse caso, serviríamos de semente para a próxima geração a cruzar fronteiras por Amor! Morrer no Campo? Vixe, seria um puta orgulho! rsrs... Sabe aquele sentimento que faz um terrorista jogar um avião sobre um prédio? Sim, é o "mesmo"! SE O MAL PODE RECRUTAR GENTE PARA FAZER LOUCURAS EM SEU NOME, PORQUE O AMOR E O BEM NÃO TERIAM ESSE PODER? 

Portanto, dispenso a aflição dos que tem pena de nós. Morrer? Adoecer? FAZ PARTE! Nada nos assusta: nem Boko Haram, nem Ebola, nem sarna, nem macro-inimigos, nem micró-bios. Não somos suicidas, nem mártires, nem heróis, nem anjos, tanto que todos os dias abrimos mãos de ousadias maiores. Somos tão gente que um mosquito pode nos levar ao coma! Somos prudentes, amamos nossas vidas e famílias. Mas malária? Ora, tem gente que já pegou mais de 20 vezes. Nós - os outros expedicionários - podemos tê-la incubado ainda. Podemos estar todos doentes sem o saber! E se for o caso, é lógico que vem mais desgraçado sofrimento, mas sem comparação alguma com a "glória do porvir"! 

Sem questão nenhuma com Deus! Ninguém aqui quer ir para o céu não. Foi de lá que viemos! Ninguém aqui quer chegar em Deus. Ele já se achegou a nós. A gente não vai pra ser amado, a gente vai porque se sabe AMADO! A gente é feito da mesma merda que todo mundo, mas difícil é aguentar de 5 em 5 minutos gente que acha que estamos de turismo missionário, e agora que ficou "sério", vamos parar a "brincadeira". Não ficou sério não. Sempre foi! O risco é inerente, faz parte!!! Eu nunca iria à Nigéria passar férias. Nunca iria para agradar ninguém! OBRIGADO AOS QUE CARREGAM PREOCUPAÇÕES DE CARINHO, MAS NÃO NOS TENTEM, POR FAVOR. As coisas de Deus não se explicam pelas lógicas humanas, e muito menos de uma humanidade desumanizada, egoísta, fresquinha, dependentes de ar condicionados pra se sentir bem e morrendo de medo de sentir dor!

GITO WENDEL? (Voluntário doente)
Ora, vocês ainda o verão no Campo de novo! "O perigo é não amar!"

Marcelo Quintela
Caminho Nações - Way to the Nations

Em uma conversa de almoço com os companheiros de trabalho, fiz uma piada com um deles que usava uma camisa preta com desenho de uma caveira. Perguntei a um que estava do lado - conhecido como "Pastor" - sobre o que ele achava de um cara que diz que acredita em Deus usar uma camiseta daquelas. Fiz a piada só pra fazer piada com o dono da camiseta mesmo.

Em um tom de descontração ele respondeu que quando tinha a idade dele a mãe não deixava usar um tipo desses, nem ao menos um camiseta preta. Beleza, todos terminaram o almoço e foram embora, então numa conversa mais particular ele questionou. "Pra mim alguém que se confessa cristão deve andar como um cristão para que as pessoas vejam que ele é". Afirmei respondendo que Jesus disse que seremos reconhecidos como dEle se amarmos uns aos outros e não por causa de vestimentas. Ele retrucou respondendo que a "bíblia" diz: "Me diga com quem andas, e eu te direi quem tu és". Eu ri e disse que apesar de ter sentido isso não é bíblico, é apenas um ditado popular. Ele reconheceu o equivoco então rimos.

Não sei se ele mudou de ideia, mas isso me preocupou. Não fiquei incomodado apenas com nosso pré-conceito que julga as pessoas através do que elas se vestem ou com quem elas andam. Somos o que somos. O que você é vai fazer você fazer. Fazendo mostrará quem é. O problema é que não só somos julgados pelo que parecemos, mas as vezes queremos ser o que não somos, e a partir dai, aparentamos ser.

Sabe quem perde nisso tudo? Todos! Um julga sem conhecer, só pelo que vê. O outro valoriza o parecer, porque não o é, e assim esconde o que realmente é - que não deve ser coisa boa. Os dois colocaram um obstáculo a frente - ou melhor, um buraco. Eles tem um relacionamento? Sim. Há conexão? Não. Um se priva de conhecer porque já descobriu o que é vendo. O outro atua um outro ser que não é. Ninguém conhece ninguém.

Esse é o tipo de relação que temos tido uns com os outros. De preconceito e de hipocrisia. Ninguém se trata. Todos escondem. Ninguém é. Um só enxergou o que não é. Um outro tipo quis parecer que é, mas não é.

Qual desses eu sou? Será que sou os dois? Aqui já está claro o que devemos fazer. Nunca diga que alguém é só pelo o que ela veste ou com quem ela anda. Primeiro que nem é da nossa conta. Não aparente ser alguém que não é. Isso só faz mal a você mesmo. Perdemos e MUITO quando não existe verdadeira conexão uns com os outros.
"Verdade no olhar me fala muito mais do que palavras lindas ditas sem pensar. O amor esta contido no que a gente faz, na atitude de se aproximar." [Crombie]


Escolhi Esperar, Em Busca da Costela Perdida (é verdade, existe esse evento!), Holy Fest (Corte X Namoro) são alguns dos movimentos evangélicos cujo o objetivo é direcionar as pessoas sobre como deve ser um namoro dos cristãos. Discutem o que pode ou não pode (segundo a bíblia no olhar deles), argumentam a vantagem de se "esperar". Bom isso já foi postado aqui (Clique aqui). Então a Igreja promove apoio (até de mais) pra quem deseja casar.

Mas... e pra quem não quer casar?

Já foi postado aqui um artigo relacionado aos relacionamentos que se relacionalizam muito pouco (oO). Fiz a pergunta "Porque os relacionamentos tem durado tão pouco?" as pessoas no meu ASK cujo as respostas eu coloquei no artigo (Clique aqui). 

Dentre todas as resposta, talvez o maior motivo é não querer viver a forma complicada de ser dois, uma só carne. Sim. Não digo apenas do medo que alguns tem desse relacionamento não durar mas sim o viver casado. Os problemas com a família de ambos, com os filhos, com os sentimentos, com a paciência e tolerância, com os limites e opiniões de cada um e o tempo ao qual deve dedicar. A quem não queira viver assim.

A quem queria guardar o coração pra sempre, uma vez sabendo que dele procede a fonte da vida, o vigor (Prov. 4:23). A quem tenha planos profissionais ou mesmo religiosos (como ser missionário) que casado complicaria muito. Ap. Paulo aconselha "Aos solteiros e às viúvas, digo que seria melhor que ficassem como eu (sem se casar)". Leia I Coríntios 7. A quem tem problemas neurológicos (mesmo que pequenos) e sexuais e portanto decida continuar solteiro, porém não vejo esse apoio a solicitude. Se já não basta as tias perguntando se estamos namorando, ainda é preciso superar as piadinhas dos irmãos como "ah, ele não vai casar, ele vai ser eunuco". E se ele quiser? Isso é mesmo motivo pra chacota?

Não defendo a libertinagem do ser "desapegado", que gosta da pratica de se estar junta mas não se compromete ao outro "se não são capazes de dominar seus desejos, então se casem, pois é melhor casar-se do que ficar fervendo.". O meu papel aqui é criticar a Igreja que não se sensibiliza e nem apoia aos que escolhem permanecer solteiros, e também desejo remover o fardo de quem assim decide caminhar.

Pense, observe, planeje, ore, caminhe e tome suas próprias decisões!

O amor! Talvez a palavra mais repetida, e a menos vivida. A mais almejada, mas também a menos abraçada. A quem diga que uma poesia só fica boa se o poeta não é correspondido. É na falta, na falha, do desejo do que não tem, ou saudade do que um dia teve.

De todas as facetas que o amor tem (ao próximo, ao parente, as coisas, a si próprio, ao conjuge, a Deus), nenhuma deixa de ter o principal - e talvez único - obstáculo. O medo e esse medo é de Entregar.

Amar é doar-se, desprender-se, renunciar-se. Em outras palavras é entrega. É impossível amar e não se entregar. Entrega é o começo, é o meio, é o fim de se amar. Portanto, o medo de se entregar se torna o principal oposto de se amar, pois não se ama se não entrega.

Então, porque existe esse medo?

Perda! Quem entrega oferece, dá, e portanto, perde, então quem quer perder? Seria então louvável não amar, ou amar pouco para não perder ou perder pouco?

Já dizia Beto Guedes, poeta e cantor, que "o medo de amar é o medo de ser livre". Isso implica que quem vive segundo o amor se torna responsável por aquilo que faz, parafraseando o Pequeno Príncipe "você se torna responsável por aquilo que cativas". Porém, vou TAMBÉM (porque não elimino o fato do medo da liberdade) o medo de se tornar preso e as pessoas não querem ser presas a nada e ninguém.

O verdadeiro amor é em primeiro lugar, aquele que não pensa em si mesmo. O amor não é pra você, é para o outro. Se aprendermos isso haverá uma revolução no nosso ato de conectar! Por isso o amor não pode ser exigido. Por isso o amor espera, suporta, sempre acreditando.

Portanto, o medo de amar é o medo de se entregar e a cura para esse medo é, paradoxalmente, é amar de verdade (não pensando primeiramente em si mesmo) pois "o amor perfeito lança fora todo medo". É o amor louco que não exige razão, apenas valor, sentimento e ato de amar.

Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar

Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.

E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito

E esquecer de tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito...

Vinicius de Moraes


Ah! A Páscoa está chegando! Feriado prolongado, ovos de chocolate deliciosos - e cada vez mais caros - e filme de Jesus em quase todos os canais. Sim, a séculos temos comemorado assim essa data, porém sabemos como surgiu a pascoa? Quem a criou? Algumas já sabem, mas, o que Jesus tem haver com ela?

A Páscoa surge no tempo em que Moisés tentava salvar o povo de Israel do Egito e está descrita em Êxodo 12: 1-13. Segue abaixo:
Deus lançou 10 pragas sobre o Egito. Na última delas, disse Deus que todos os primogênitos egípcios seriam exterminados (com a passagem do anjo da morte por sobre suas casas), mas os de Israel seriam poupados. Para isso, o povo de Israel deveria imolar um cordeiro, passar o sangue do cordeiro imolado sobre as portas de suas casas, e Deus passaria por elas sem ferir seus primogênitos. Todos os demais primogênitos do Egito foram mortos, do filho do Faraó aos filhos dos prisioneiros. Isso causou intenso clamor dentre o povo egípcio, que culminou com a decisão do Faraó de libertar o povo de Israel, dando início ao Êxodo de Israel para a Terra Prometida.
Onde Jesus entra nessa história?

O Antigo Testamento, apesar que muitos não entenderem isso, é apenas analogia, uma seta que direcionava a Jesus. Conseqüentemente, a Páscoa deve indicá-lo e talvez seja a mais evidente descrita nas Escrituras, pela referência ao Cordeiro, já simbolizado uma vez na história de Abraão ao qual foi o sacrifício substitutivo por Deus e por Jesus ter sido morto na Páscoa.

A consumação do símbolo acontece nele quando um Cordeiro deveria ser imolado para que a morte se desviasse deles. Essa foi a ultima praga que libertou o povo de Israel levando-os em direção a terra prometida. Da mesma forma, Jesus foi o sacrifício propiciatório onde a morte se desviou de nós atingindo ele. É mais ou menos aquela cena de filme onde alguém atira e o outro entra na frente. Aquele que crer, a ira de Deus (morte) seria desviada no Cordeiro, o primogênito de Deus, para que recebessemos liberdade e fosse transportados para a Terra Prometida.

O mais interessante é que esta festa se transformou em um mandamento.
"Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o como uma festa em honra do Senhor: Fareis isto de geração em geração, pois é uma instituição perpétua." - Êxodo 12, 14
E, voltando nossa máquina do tempo a Jesus, durante a Ceia, vemos a cena de Jesus partindo o pão e o vinho, simbolizando seu corpo e sangue que seria rasgado e derramado em prol da salvação dos que iriam crer e termina dizendo que isso deveria ser feito sempre, em memória dele, para que não esquecessem que Deus os salvou.

Concluindo. A Páscoa e a Semana Santa não tem nada haver com nossa cultura consumista de Ovos de Chocolate - apesar de muito bom - , e nem com a cultura religiosa fazendo abstenção de carne bovina e suiná. Tem haver com Jesus e o seu sacrifício. Por tanto desse dia, ao partir do pão, ou mesmo do Ovo de Pascoa, lembre-se que:
"Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças; contudo nós o consideramos castigado por Deus, por Deus atingido e afligido.Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós." - Profecia de Isaías.

- "Com quem você saiu no amigo secreto?" Me perguntaram.
- Com ninguém. Não estou participando.
- "Porque não está participando?"
- Não sou fã de Natal, pra mim é só mais uma festa de churrasco com a família. Pra mim tanto faz
- "Odeio quando a pessoa fala que Natal é só mais uma data. Eu gosto do clima natalino.
- Eu também gosto de clima natalino. Casas enfeitadas, neve caindo e cobrindo o telhado, bonecos de neve nos jardins, gente bem agasalhada por causa do frio, fumaça saindo da boca. OPS! Estamos no Brasil ;/

Me diga. Quando se fala em Natal, quais são as primeiras coisas que você pensa? Papel Noel? Shopping com decoração natalina? Amigo Secreto? Presentes? Comida?

Natal não era pra lembrar do nascimento do Menino Rei?

Mas e o fato de Jesus não ter nascido dia 25 de Dezembro? Não existe documentos históricos ou relatos da bíblia que comprove ou indique que seja essa data. Na verdade há teorias que ele tenha nascido em Outubro (Clique aqui). É mais uma data comemorativa e simbólica criado pra assim lembrarem do acontecido onde pessoas presenteariam umas as outras. Se não acredita, pesquise!

Então. O que é o Natal?

Devo dizer em estatísticas que o Natal é a evento comemorativo mais lucrativo do mundo! Nele pessoas gastam o que tem e até o que não tem para supri-los de tal desejo do consumismo que nada mais é que comprar o que não precisa. Quer a prova? Pergunto aonde foi parar nosso 13º Salário. E quem não é filho dessa sanguessuga? Tenho o celular da moda, mas já estou achando ele ultrapassado. O capitalismo nos faz enxergar tudo que temos como descartável.

O Natal não pode ser só uma data!

Ele não tem um sentido em si mesmo, porém, podemos significá-lo! A minha maior e talvez unica expectativa dessa data é a oportunidade de ser solidário. Solidário não só com cestas básicas, ou dinheiro, mas com carinho, afeto, amor, atenção que se dá a família e aos amigos!

Ajude pessoas, mobilize-se para os de fora e para os de dentro. Se Natal é presente, é amor, é solidariedade, é união, então NATALIZE A VIDA! Porque não fazer mais "Natais" no ano?

Natal pra mim é só mais um dia, que eu queria que fosse todo dia!

(...)

Tenho uma frase em um dos meus textos que sugere ”antes de encontrar a pessoa certa, encontre-se, para não sobrecarregá-la com a responsabilidade de te fazer feliz”. Nenhum homem, ou mulher, ou quem quer que seja, aguenta essa sobrecarga. É natural. Nem pai, nem mãe, ninguém.

Ser feliz é responsabilidade de cada um, mas nunca entenderemos isso, nunca seremos felizes, nunca encontraremos o que estamos procurando, parece que tudo continuará eternamente vazio enquanto projetarmos em alguém, em algo ou em qualquer coisa que estiver fora da gente.

Continuaremos cativos das emoções, hora radiantes, felizes, apaixonados, hora deprimidos, desesperançosos, autovitimizados, como se não houvesse lugar para gente nesse mundo.

Nosso lugar nesse mundo é o único onde cabe o mundo inteiro: nossa interioridade.

Portanto, aquiete-se. Esqueça as possibilidades, independente de quais sejam, de encontrar a felicidade fora de você. Isso não existe.

A boa notícia é: em você, há felicidade, há paz, há Deus, então, descanse, não de ouvidos para o choro, as lamentações e ruídos produzidos por sua mente. Ela apenas tenta fortalecer seu ego, ainda que de forma negativa, para que você se enfraqueça, se desvie de si mesmo.

Não faça mais nada. Não tente. Não corra atrás. Não projete. Não faça planos. Não se desespere. Apenas pacifique-se e, silenciosa, simplesmente ouvirá. Pacificada, simplesmente verá. Está tudo ai em você, não fuja e, lembre-se: antes de encontrar a pessoa certa, encontre-se, para não sobrecarregá-la com a responsabilidade de te fazer feliz. Eu sei que vai conseguir. Vai sim.

 Flavio Siqueira
“Passei a vida me sabotando. Fui maltratada por todos os homens com quem me relacionei. Mas a culpa foi minha, que aguentava. Talvez eu até já procurasse quem tivesse essas atitudes. Não é possível ser coincidência. E, mesmo humilhada, eu sempre vivi a vida deles, nunca a minha.”

A carioca Mara, 39 anos, arquiteta, apaixonou-se “perdidamente” aos 15 anos. O relacionamento era sua prioridade, acima dos estudos, das amigas, da família, de seus próprios gostos. Quando ele foi para a faculdade e ela continuou no ensino médio, gostava de segui-lo de manhã cedo pelas ruas, quando ele saía de casa para pegar o ônibus. Um dia, ele terminou o namoro. Mara não se conformou. Telefonava chorando todos os dias, fazia chantagens emocionais. Ameaçava se matar. Terminaram e voltaram inúmeras vezes.

“Uma vez, ele disse que o fim era definitivo e eu tomei o vidro de Gardenal da minha mãe. A quantidade não foi suficiente para me matar – mas o susto fez ele voltar pra mim. Cada vez que a gente reatava, ele me tratava pior. Dizia que eu era burra e feia. E eu não me importava, só me interessava que ele ainda fosse meu namorado. Como se não bastasse, eu ainda comecei a fazer um enxoval para casar.”

Quando Mara tinha 24 anos, o namoro chegou mesmo ao fim. O namorado, sua obsessão, tinha uma noiva e estava de passagem marcada para São Paulo, onde a moça morava. Passou meses sem sair de casa, largou o trabalho numa loja e seu único passatempo era descobrir a melhor forma de se matar. Metrô, ponte, remédios? Só parou quando um rapaz amigo dos vizinhos pulou os obstáculos que ela construíra em torno de si mesma.

“Ele forçou a barra, aguentou minhas negativas, insistiu. Era engraçado e atencioso. No fim de alguns meses, desisti de um curso no Canadá, larguei o emprego e casei com ele. Tivemos um filho. Mas, em poucos anos, a lua-de-mel acabou. Não sei se ele cansou de mim, mas passou a me tratar mal, chegava bêbado em casa, não me dava bola. E eu só queria aquele homem. Não tinha amigos, não olhava pro lado. Acho que nem me olhava no espelho. Engordei muito.”

Aconselhada por uma vizinha que tinha feito uma dieta-relâmpago, Mara começou a tomar anfetaminas. Emagreceu vinte quilos. Mas, depois de um tempo, as crises de ansiedade começaram. Ela parou os remédios e começou a ganhar peso novamente.Voltou às anfetaminas – e se tornou dependente da euforia causada por elas. Há cerca de seis anos, teve síndrome de pânico. Não conseguia mais sair à rua. Foi abandonada pelo marido. Hoje, faz psicoterapia e frequenta o Mada.

“Eu digo que estou em recuperação, mas esta semana mesmo tive uma recaída. Estou com um namorado novo e, mais uma vez, esqueço de mim para pensar apenas nele. Não há um só minuto do dia que eu não esteja imaginando o que ele está fazendo, se está me traindo, se vai me telefonar, se está pensando em me deixar. Eu tenho me esforçado para fazer algo por mim, pelo meu prazer. Acho que vou comprar um cachorro, que é algo que sempre quis, mas nunca tive oportunidade. Se eu descobrir que me amo, vou conseguir largar esse relacionamento que me faz tão mal. Não posso mais viver assim.”

Transtornos psiquiátricos nascem em um traço genético. Mas o nível que patologia vai alcançar depende da cultura e da educação. “As pessoas já vêm em um determinado formato de como viver a vida. Mas a família, a escola, os amigos, o meio vão favorecer ou suavizar aquela tendência”, diz Ana Beatriz Barbosa. A harmonia familiar na infância, assim como a atenção dos pais, podem dar a segurança necessária a quem nasceu com o traço de transtornos do impulso como o Amor Patológico, criando um escudo de autoestima de importância vital. Da mesma forma, a ausência do amor paternal no começo da vida, quando se forma a identidade, pode transformar um traço brando em transtorno grave.

Uma vez instalado, o Amor Patológico só pode ser rompido com tratamento – psicológico, psiquiátrico ou ambos -, sendo que os grupos de apoio, como o Mada, têm se mostrado também bastante importantes no processo. Cerca de um terço dos pacientes precisa de remédios. Mas a maior parte consegue se equilibrar com terapia – o que não significa cura, mas autocontrole. O problema do Amor Patológico é de diagnóstico. Desde que o amor romântico foi inventado, as loucuras dos apaixonados foram institucionalizadas. Com o tempo, isso passa, é o que se pensa – até que o padrão comece a se repetir. O reconhecimento da doença, sua divulgação e as oportunidades de tratamento são grande passos para se salvar vidas – no sentido figurado e literal.

Revista Época
“Quando me sinto rejeitada, é como se eu sofresse um apagão. Não sei quem eu sou, nem o que é realidade. Bato, destruo, machuco. Sinto um vazio no peito, uma dor, que parece que eu vou morrer de um ataque do coração. Depois, muitas vezes, percebo que foi um sentimento por algo que não era de verdade, mas inventado pela minha cabeça. O problema é que depois eu faço tudo de novo.”

A cruzada de pernas de Kátia não passaria despercebida por nenhum homem. Professora de Educação Física, moradora do Niterói, Estado do Rio, ela gosta de usar roupas curtas, justas, decotadas, que mostram sua ótima forma aos 35 anos. Casou-se aos 25 com um colega de faculdade. O casamento ficou morno e, depois de sete anos, decidiram, de comum acordo, pela separação. Seis meses depois, ela começou a sair com um homem trinta anos mais velho e de uma classe social inferior.

“Ele era chefe da oficina mecânica onde eu costumava levar meu carro. Durante anos, sempre foi amável e brincalhão. Eu estava sozinha e ele me chamou pra sair. Fui. E me apaixonei. Eu sei que as pessoas nos olhavam na rua e pensavam como é que eu estava com um cara como aquele: mais velho, magro, feio e mais baixo do que eu. Mas ele me agradava, tinha um jeito quietinho, doce, que me conquistou. Vivi meses de lua-de-mel. Até que um dia ele começou a me rejeitar. Eu ligava e ele estava sempre ocupado. Eu marcava de sair e, na última hora, ele dava uma desculpa.”

Kátia deixou o bronzeado de lado. De manhã, antes do trabalho, em vez de pegar a praia de costume, ficava em seu carro, na rua da oficina, observando o namorado. Ele raramente saía de lá. Dali mesmo ela telefonava para ele. Se, na terceira tentativa, ele não atendesse, ela já invadia o local aos berros. Virou a atração da oficina mecânica. No começo, era alvo de risadas: um mulherão armando o barraco dia sim, dia não, era uma bela quebra na rotina. Mas, depois que destruiu dois cones da entrada, atropelados por seu carro, passou a ser temida no trabalho do namorado.

“Todos os dias, eu pensava: como é que esse cara não está nem aí pra mim? Ele devia dar graças a Deus por ter uma mulher como eu! Mas era uma falsa autoestima. Se eu me achasse realmente maravilhosa, não daria tanto vexame, não desceria tão baixo. Só que eu não conseguia mais ficar sem ele. Era uma adrenalina quando ele não me atendia. Eu queria quebrar tudo, sofria e chorava. Faltava ao trabalho toda hora.”

Kátia descobriu que o namorado não a atendia quando estava no trabalho porque era lá que ele a traía – com a moça do cafezinho. A informação foi passada por um outro mecânico, com quem ela fez amizade. Foi à oficina e espancou o namorado com sua bolsa, que tinha pedaços de metal. O homem, ferido, deu queixa na polícia. Dias depois, Kátia foi intimada a comparecer a uma delegacia.

“Ainda me lembro da cara da escrivã, me olhando. A dúvida estava no rosto dela: como é que essa mulher jovem e bonita fez isso? Eu me senti humilhada. Chorei dias seguidos. Decidi que nunca mais ia procurá-lo, mas não conseguia me desprender dele. Continuei sabendo tudo sobre ele através do mecânico que tinha ficado meu amigo – e a quem de vez em quando eu dava uns trocados. Cheguei a ligar várias vezes pro meu ex, de orelhão, só pra ouvir a voz dele. No meu sonho, ele adivinhava que era eu e dizia que me amava e que queria voltar. Eu queria a minha vida de volta, mas não conseguia.”

Há dois anos, aconselhada por uma amiga, Kátia procurou o Mada. Depois que começou, nunca largou o grupo. Estimulada pelas conversas, começou a ler sobre Psicologia e Amor Patológico. Descobriu que, com o namorado, repetia os mesmos padrões de namoros anteriores – necessidade de controle e atenção, pavor de ser rejeitada, impulsividade.

“Talvez meu ex-marido tenha sido a exceção justamente porque sempre foi dedicado e atencioso. Com ele, eu não sentia ciúmes, não tinha medo da perda. Ele me dava mais atenção do que eu a ele. Talvez nós, mulheres que amam demais, sejamos assim: as pessoas que nos amam de verdade não têm muita graça. Será que somos atraídas pela rejeição que tanto tememos?”

Coordenadora dos grupos de Amor Patológico da Santa Casa, a psicóloga Daniela Faertes fez a triagem dos inscritos e se impressionou com o número de interessados: mais de cem em apenas dois meses. Uma em cada quatro pessoas, no entanto, estava bem longe de sofrer do transtorno. “Sofrer por causa de um término de relacionamento não é doença. Ao contrário, é mais do que normal. O transtorno começa a partir do que se faz com esta dor, as ações, as reações, o padrão repetitivo”, afirma.

Recentemente, a Associação Americana de Psiquiatria, que tem sido a referência mundial na área, tem recebido críticas de que, ao incluir novas doenças em seu Manual, estaria forçando a medicalização de atitudes que não são doenças mentais, reduzindo a “normalidade”. Há um consenso, porém, de que a linha divisória entre o saudável e o normal está no dia-a-dia. Quando um transtorno ou uma mania começam a prejudicar a vida, começa aí a patologia. Ser ansioso é normal; ter crise de ansiedade a ponto de não conseguir sair de casa é doença. Gostar de limpeza é normal; lavar as mãos a cada cinco minutos é doença e se desesperar quando não há água por perto é outra. Apaixonar-se é saudável; acreditar que sem aquela pessoa o mundo acabou é Amor Patológico.

Um dos perigos dos transtornos de comportamento é o acúmulo ou a rotatividade de tipos de dependência. Para se afastar da bebida, vai-se ao jogo. Para afastar-se do jogo, vai-se à ao exagero alimentar. Para curar da comida, toma-se anfetamina. Tudo para preencher o vazio.

Próximo post: Amanhã: ela repete o padrão de relacionamento
Revista Época
Não tem como negar. Um dos lugares mais frequentados por má gente é a igreja. Tem de tudo. Assassinos, ladrões, adúlteros, psicopátas, depressivos. E eu não sigo apenas "ex-alguma coisa". E deve ser assim mesmo.

Esse é o lugar onde eles devem estar. Lugar de tratamentos dos doentes e dos "não-doentes" (hipócritas). A Igreja deve ser como um bar, onde os seus frequentadores estejam a vontade para falar de seus problemas, de chorar as suas mágoas, de serem quem realmente são. Lá é cheio de gente que erra, mas que não se conforma com isso, buscando ajuda de Deus e dos irmãos, ou pelo menos deve ser assim.

Quantos traumas já foram gerados por um igreja que não entendeu isso. No lugar que deveria ser de perdão, passou a ser de condenação. Um membro que confesse o seu pecado será exposto a toda igreja, e será castigado, ou disciplinado como eles dizem. Nessa circunstancia, gera um monte de gente mascarada, que esconde toda sorte de concupiscência da carne.

Uma igreja sadia, segundo o Psicologo e escritor cristão Larry Cramb, é quando os membros trabalham em favor da Conexão. Um ambiente de compreensão, compaixão, solidariedade, partimentos de dons, que abraça, que chora com os que choram.

Detalhe. Pra isso começar ou continuar, deve começar por você. Não espere dos outros.