Páscoa: Apenas Um Seta


Ah! A Páscoa está chegando! Feriado prolongado, ovos de chocolate deliciosos - e cada vez mais caros - e filme de Jesus em quase todos os canais. Sim, a séculos temos comemorado assim essa data, porém sabemos como surgiu a pascoa? Quem a criou? Algumas já sabem, mas, o que Jesus tem haver com ela?

A Páscoa surge no tempo em que Moisés tentava salvar o povo de Israel do Egito e está descrita em Êxodo 12: 1-13. Segue abaixo:
Deus lançou 10 pragas sobre o Egito. Na última delas, disse Deus que todos os primogênitos egípcios seriam exterminados (com a passagem do anjo da morte por sobre suas casas), mas os de Israel seriam poupados. Para isso, o povo de Israel deveria imolar um cordeiro, passar o sangue do cordeiro imolado sobre as portas de suas casas, e Deus passaria por elas sem ferir seus primogênitos. Todos os demais primogênitos do Egito foram mortos, do filho do Faraó aos filhos dos prisioneiros. Isso causou intenso clamor dentre o povo egípcio, que culminou com a decisão do Faraó de libertar o povo de Israel, dando início ao Êxodo de Israel para a Terra Prometida.
Onde Jesus entra nessa história?

O Antigo Testamento, apesar que muitos não entenderem isso, é apenas analogia, uma seta que direcionava a Jesus. Conseqüentemente, a Páscoa deve indicá-lo e talvez seja a mais evidente descrita nas Escrituras, pela referência ao Cordeiro, já simbolizado uma vez na história de Abraão ao qual foi o sacrifício substitutivo por Deus e por Jesus ter sido morto na Páscoa.

A consumação do símbolo acontece nele quando um Cordeiro deveria ser imolado para que a morte se desviasse deles. Essa foi a ultima praga que libertou o povo de Israel levando-os em direção a terra prometida. Da mesma forma, Jesus foi o sacrifício propiciatório onde a morte se desviou de nós atingindo ele. É mais ou menos aquela cena de filme onde alguém atira e o outro entra na frente. Aquele que crer, a ira de Deus (morte) seria desviada no Cordeiro, o primogênito de Deus, para que recebessemos liberdade e fosse transportados para a Terra Prometida.

O mais interessante é que esta festa se transformou em um mandamento.
"Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o como uma festa em honra do Senhor: Fareis isto de geração em geração, pois é uma instituição perpétua." - Êxodo 12, 14
E, voltando nossa máquina do tempo a Jesus, durante a Ceia, vemos a cena de Jesus partindo o pão e o vinho, simbolizando seu corpo e sangue que seria rasgado e derramado em prol da salvação dos que iriam crer e termina dizendo que isso deveria ser feito sempre, em memória dele, para que não esquecessem que Deus os salvou.

Concluindo. A Páscoa e a Semana Santa não tem nada haver com nossa cultura consumista de Ovos de Chocolate - apesar de muito bom - , e nem com a cultura religiosa fazendo abstenção de carne bovina e suiná. Tem haver com Jesus e o seu sacrifício. Por tanto desse dia, ao partir do pão, ou mesmo do Ovo de Pascoa, lembre-se que:
"Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças; contudo nós o consideramos castigado por Deus, por Deus atingido e afligido.Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós." - Profecia de Isaías.